Influenciada pela moda dos blogs e por uma amiga que montou um bem legal, decidi fazer esse. E o nome foi inspirado na maior dúvida que ainda tenho até hoje: O que é que estou fazendo aqui? Essa é uma pergunta que me faço há bastante tempo e que permanece sem resposta.
Na realidade acho que preciso saber se sou a única "maluca" que se preocupa com isso, pois nem em minhas conversas com meus melhores amigos, daqueles que tem o dom de "iluminar o caminho" nos momentos que todos nós temos de escuridão, nem esses amigos conseguiram com que eu descobrisse o que é que eu vim fazer nesse mundo.
Já comecei algumas coisas que fizeram meus olhinhos virarem em um primeiro momento, mas meu interesse simplesmente passou depois de um tempo, pouco, diga-se de passagem, o que mostra que não eram minha estrada.
Algumas vezes penso que o meu dom é consolar ou esclarecer algumas coisas de ordem pessoal aos amigos.
Há bastante tempo fiz um comentário a uma amiga, sobre um problema dela, que depois disse: "Flávia fala umas coisas que fazem a gente pensar, né".
Mais recentemente uma outra amiga me manda um msn dizendo: "Tô precisando que você venha aqui me fazer rir".
Entre esses dois momentos, "há bastante tempo" e "recentemente", fui chamada várias vezes para um desabafo ou compartilhamento de alguma coisa, o que me deixa bastante feliz, pois gosto de estar presente na vida dos meus amigos e quando outro toma esse lugar fico meio chateada... enciumada, melhor dizendo, apesar deles acharem que a "ariana" da Flávia nem liga.
Apesar disso, ainda tenho muita necessidade de saber qual deverá ser a minha história nesse mundo. Pra que eu sirvo, afinal de contas.
Tenho algumas coisas que não trocaria por nada e ser mãe é uma delas, aliás, a principal delas... uma das coisas que vim fazer no mundo é isso, não tenho a menor dúvida, mas tá faltando alguma coisa que preciso saber o que é e esse blog é mais uma tentativa de descobrir.
Quem sabe mais alguém o acessa e dá sua opinião, conta a sua própria história, me fazendo ver as coisas com outros olhos.
Bom... sejam bem vindos e está aberta a discussão!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirPensar é transgredir a ordem do superficial." (Lya Luft - Pensar é transgredir.)
ResponderExcluirA sua indagação é filosófica e penso que não há resposta. É uma questão interna, uma inquietação, um desassossego.
Isso é bom, pois a zona de conforto é desconfortante e o desconforto nos indaga, nos movimenta, nos faz pensar e quem sabe até mudar.
Apesar de exaltar o exercício ativo de pensar, que não é para todo mundo, talvez o segredo, a resposta do que você indaga esteja no caminho inverso, no não pensar sobre essa questão, tentar não se ficar buscando alguma "utilidade", função ... claro, não digo permanecer e viver na mediocridade, mas não procurar tanto uma resposta que pode estar mais próximo do que imagina.
Darei um exemplo: eu não sou poeta, amo poesia e queria também ser poeta, mas algumas peças que ja escrevi, pode ser, se não é, a minha poesia, a forma como sei fazer poesia. Posso até não julgar poesia, mas já é e não sabia. Não sei se será possivel você fazer alguma analogia com sua questão, mas penso que seja dessa forma, o que se busca tanto, quando não se percebeu já é e não se descobriu.
Mas vamos continuar promovendo boas conversas sobre isso, aliás, achei bem pertinente, um bom espaço para trocar idéias.
Bjão!